Festividade

Escolheram-se as noites mais brilhantes, 3 e 4 de julho, por causa da lua cheia e pela calma morna que promete aparecer para abraçar os 200 anos de celebração. Entre a serenidade das árvores sábias, que guardam histórias de quem por elas passa, e dos barrocais esculturais que ali permanecem desde o Paleolítico, a música de raiz — intimista e profunda —  trará uma maior ligação à terra criadora.

O Barrocal Sound EDP acontece num antigo monte alentejano onde viviam várias famílias, como se uma aldeia fosse, hoje convertido em hotel de 5 estrelas com produção agrícola biológica própria, que quer ligar a música de raiz à gastronomia local.

O festival tem lugar em cenários únicos da herdade, e será servida comida local, autêntica, simples e cheia de sabor.

Refeições e bebidas
não incluídas no bilhete

Nos dois dias de festa teremos algumas especialidades gastronómicas que seguem a filosofia do lugar: uma cozinha da semente ao prato, que favorece a tradição alentejana e que tem na sua essência o monte agrícola e as receitas ancestrais de uma região.

A gastronomia do Barrocal privilegia os sabores extraídos das ervas aromáticas que caraterizam a zona, como os orégãos, os coentros, o poejo ou a salva — todos eles plantados na sua horta biológica. Usa com mestria os produtos locais, seja a carne de vaca maturada, o porco preto alentejano, os espargos (muitas vezes selvagens), as beldroegas, as túberas (conhecidas pelas trufas do Alentejo) ou os peixes de rio e do lago Alqueva, como o lúcio-perca, o bagre ou o pimpão — desconhecidos para muita gente.

As receitas procuram os alimentos provenientes do pomar e da horta biológica da herdade, assim como da produção biológica de gado bovino, azeitonas, azeite, compotas de abóbora e tomate, da recém-criada cerveja biológica de poejo ou o vinho, todos eles criados e colhidos no monte. Dá também destaque aos produtos oriundos de pequenos criadores locais (como é o caso do mel de Monsaraz, do pão artesanal alentejano, dos queijos de cabra fresco ou das padinhas de Reguengos). É uma cozinha que assenta na sazonalidade e num ciclo autossustentável de farm to table, que homenageia o legado deste antigo monte agrícola, iniciado em 1820 por Manuel Mendes Papança e, atualmente, nas mãos da oitava geração.

Seguindo esta mesma filosofia de cozinha, serão servidas algumas especialidades gastronómicas, a partir das 21h00. (O bilhete não inclui comida ou bebidas)

Onde comer