Line-up

3 julho

19h30 Anouar Brahem Quartet

23h30 Sílvia Pérez Cruz & Farsa Circus Band

01h00 Be Svendsen

4 julho

19h30 Lubomyr Melnyk

23h30 Islandman

01h00 Oceanvs Orientalis Live

Músicos

Anouar Brahem Quartet 

Palco Barrocais
3 julho | 19h30

Anouar Brahem é o prestidigitador do oud, um autêntico mestre em trazer à tona a magia acústica que este alaúde oriental tradicional carrega no interior da sua caixa: a herança musical dos mundos árabe e islâmico. Brahem é um fenómeno, uma mistura concentrada de paradoxos prolíficos: é um classicista supremamente subversivo; um solista solitário, resolutamente aberto ao mundo; e um “contrabandista de cultura”, um homem sempre disposto a aventurar-se além dos seus próprios limites e afastar fronteiras musicais… sem ceder um centímetro aos padrões estéticos forjados ao longo do tempo, sempre com profundo respeito pela tradição.

info

Do rico repertório de Jazz – John Surman, Dave Holland, Jan Garbarek e Jack DeJohnette são apenas alguns dos principais músicos de renome a sucumbir aos feitiços melódicos de Brahem – às múltiplas e diversas tradições de influência mediterrânica e oriental (da sua Tunísia nativa aos confins da Índia e do Irão), a sua música sensível, porém rigorosa, redefine constantemente um universo inteligentemente composto de poesia e cultura, sempre equilibrando discrição e sensualidade, nostalgia e contemplação.

Todos os álbuns de Brahem, inovadores e atemporais, e aclamados pelo público e pela crítica internacional, têm-lhe permitido confirmar o seu papel como um dos raros compositores e músicos capazes de criar música enraizada numa cultura altamente sofisticada mas ancestral, e eminentemente contemporânea na sua ambição global.

O Anouar Brahem Quartet tocará “The Astounding Eyes of Rita”, um álbum dedicado ao poeta palestino Mahmoud Darwish, no palco Barrocais, no dia 3 de julho, às 19h30, com Anouar Brahem no oud, Klaus Gesing no clarinete, Björn Meyer no baixo, e Khaled Yassine na darbuka e bendir.

Sílvia Pérez Cruz & Farsa Circus Band 

Palco Barrocais
3 julho | 23h30

Sílvia Pérez Cruz, uma das vozes mais extraordinárias de Espanha, e impossível de catalogar num só estilo, nasceu em Palafrugell, na Costa Brava de Girona, na Catalunha, em 1983. Apesar de ter crescido a ouvir música pop, foi na fusão do jazz com o flamenco e música clássica que encontrou o seu lugar. Estudou piano, saxofone (cuja mãe, a cantora Glòria Cruz i Torrellas, lhe tinha ensinado) e canto na Universidade de Música da Catalunha, em Barcelona. À noite, atuava na taberna “La Bella Lola” com o pai, o também músico, Càstor Pérez.

info

Alcançou o grande público de forma arrebatadora com o seu primeiro álbum, “11 de novembre”, nomeado para melhor álbum em Espanha e França em 2012, e que contou com a participação do guitarrista Raul Fernandez Miró. Além de ter recebido um disco de ouro por este trabalho, viu, no mesmo ano, a canção “No Te Puedo Encontrar” — que compôs para a banda sonora de “Blancanieves” — vencer um Prémio Goya.

Dois anos mais tarde, e novamente com Miró, lançou um álbum de versões, “Granada”, onde explora sonoridades musicais e linguísticas, cantado em francês, inglês, alemão e quatro línguas ibéricas — e com o qual alcançou, novamente, o ouro. Em 2017, lançou “Vestida de nit”, que junta clássicos do seu reportório a obras inéditas e com o qual viajou pela Argentina, Chile, Uruguai, Portugal, Turquia, Itália, França e Japão (além de mais de trinta cidades espanholas).

Em Julho de 2018 estreou Grito Pelao no Festival de Avignon, no qual recebeu o Prémio Max para melhor composição musical e melhor espetáculo de dança, em conjunto com a bailarina e coreógrafa Rocío Molina. De realçar que a cantora, ao longo da sua carreira, tem vindo a colaborar com artistas como Gino Paoli, Stefano Bollani, Toquinho ou Joan Manuel Serrat.

Atualmente, está a lançar e dinamizar o #proyectodrama, uma plataforma online na qual partilha canções que cria em conjunto com outros artistas vindos do teatro, cinema, dança ou poesia. Viu recentemente a sua interpretação de Intemperie, que entra no filme com o mesmo nome de Benito Zambrano, ganhar um Prémio Goya de melhor canção original.

Virá ao Barrocal Sound EDP apresentar o seu mais recente trabalho, Farsa, repleto de canções originais. Multidisciplinar, revela a inquietude e dualidade entre o mundo real e a fragilidade interior. Sílvia Pérez Cruz cantará acompanhada pela sua banda, a Farsa Circus Band.

Be Svendsen

Palco Colmeal
3 julho | 01h00

O músico de Copenhaga, criador de um techno melódico e orgânico, viu 2014 abrir-lhe a porta dos maiores festivais de música eletrónica — como  Burning Man, Fusion ou BOOM. Descrito, como o “Tarantino do techno” (por combinar o que lhe é familiar com o obscuro), Be Svendsen junta world music a beats sincopados e sintetizadores que lembram meditação, pela repetição constante de sonoridades.

info

Partilha a sua visão xamânica da vida com o público desde 2011, altura em que iniciou o seu primeiro projeto a solo, uma série de EPs e remixes que repescam sons dos quatro cantos do globo. Curiosamente, é um homem pouco dado a ouvir música eletrónica, preferindo sonoridades tribais, melodias árabes ou a banda sonora de um clássico spaghetti-western.

Encara a música como a expressão de emoções, mas também a captura de um momento irrepetível, “como a essência da oscilação entre um sorriso e uma lágrima” — ideia retirada de um documentário sobre jazz que viu há mais de uma década. Foi precisamente esse o nome que deu ao seu primeiro álbum, “Between a Smile and a Tear”, lançado em 2018.

Nasceu Lasse Bruhn Svendsen na capital dinamarquesa e tocou no primeiro teclado MIDI aos 8 anos, emprestado por um tio. Aos 15, comprou o seu primeiro material eletrónico e foi no hip hop e no scratch que deu os primeiros passos. Nunca estudou música a nível profissional e tem no rato do computador o seu maior aliado.

Lubomyr Melnyk

Palco Menir
4 julho | 19h30

Lubomyr Melnyk é o pioneiro da Música Contínua para Piano… e um dos grandes pianistas da nossa época – na verdade, é considerado por alguns o maior pianista vivo devido ao seu virtuosismo e à sua extraordinária capacidade de criar efeitos no piano que ninguém foi capaz de fazer antes.

info

Esta linguagem completamente nova – Música Contínua – é uma nova abordagem ao piano, caraterizada por uma agilidade mental e de dedos, que permite lidar com a complexa e difícil formação de notas necessárias para criar este som totalmente novo para o piano, onde às vezes é possível ouvir uma orquestra completa ou até sons da natureza.

Em meados dos anos 70, deu início ao desenvolvimento de novos conceitos de tocar piano, combinando muitos elementos da técnica clássica de piano, que se fundiam com as filosofias transcendentes das artes marciais, incluindo do Tai Chi. Com a sua técnica singular de piano, criou efeitos sonoros inovadores, tocando por vezes em velocidades supersónicas, superiores a 19,5 notas por segundo em cada mão. Chamam-lhe, por isso, “O Profeta do Piano”.

Entre 1980 e 1990, lançou seis álbuns e o seu “The Song of Galadriel” foi considerado como “um dos 10 álbuns mais importantes do nosso tempo” pela New York Stereo Review Magazine. Desde 2002 lançou cerca de 16 novos álbuns digitais, incluindo “Illirion”. Foi comissionado por muitos grupos de música, incluindo The New Chamber Orchesta, Deutche Rundfunck e National Ballet of Canada. Nos últimos anos, participou em vários festivais de música e apresentou concertos um pouco por todo o mundo.

As suas obras musicais passam por uma grande diversidade de variações instrumentais, do piano solo e duplo a ensembles, ópera, quartetos de cordas, balé moderno, orquestra e muito mais.

Islandman

Palco Barrocais
4 julho | 23h30

Este trio eletroacústico identifica-se como sendo uma personagem de ficção, uma persona musical ou um compositor de histórias de um lugar que não existe. Confuso? Nada disso. O projeto musical do produtor turco Tolga Boyuk, Eralp Güven e Erdem Baer mistura música eletrónica com o psicadelismo da Anatólia e ritmos xamânicos.

info

Eles acreditam que a música é a “vibração do tempo” e procuram lugares sonoros exóticos a cada performance que fazem, indo muito além do estereótipo do pós-hippie. Contam, para já, com vários singles e dois discos na bagagem — o EP “Agit” e o álbum “Rest in Space”, ambos de 2017 — que mostram músicas construídas em camadas, capazes de sobrepor instrumentalizações misteriosas, ideais para embalar paisagens desertas. “Rest in Space”, aliás, atingiu o primeiro lugar na sua categoria, através do número elevado de downloads.

Nascidos em 2010, já atuaram em festivais emblemáticos como o Montreux Jazz, o Sunbeat Festival ou o BOOM.

Os Islandman estiveram até muito recentemente em estúdio a gravar o seu segundo álbum “Kaybola”, lançado no início de 2020.

Oceanvs Orientalis Live

Palco Colmeal
4 julho | 01h00

Fundada por Safak Oz Kutle, Oceanvs Orientalis é uma formação que visa desafiar a perceção estética na música eletrónica. É uma ação de um só homem.
Funde-se com as melodias arqueológicas da história musical acumulada da humanidade e, neste contexto, acredita que “tudo vem do leste”.

info

Oceanvs usa a música eletrónica para transportar as vibrações com as quais cresceu até à pista de dança, transformando ritmos locais irregulares em batidas eletrónicas 4/4.

Desde 2011, faz sets de DJ e performances ao vivo, e desde 2015, atua principalmente ao vivo.